Thursday, July 31, 2008

Esse errar que é sem fim, essa paixão tão gigante...

"Esse terreiro de anjos
Esse errar que é sem fim
Essa paixão tão gigante
Esse amor que é só Seu
(...)"




Ao que me consta, não conheço casal que possa contar tantas histórias como a que nós contamos um para o outro. Não falo só por me gabar. Antes, falo como quem faz uma confissão. Sem orgulho nem ilusão... sabemos que a intimidade de amantes que mantemos de olho, boca, ouvido e coração exige esforço, sem ser competição. Exige muitos cuidados e alguma concessão - sem, contudo, se perder em reles submissão...

Mantém-se entre nós o reconhecimeto da máxima "Amor, há dor; Amores, ah dores!".

A conversa que mantemos, em torno de nós e que nos mantem atento um à outra e uma ao outro... em reciprocidade, exige um esforço constante de autocrítica e autocompreensão. Não implica culpar, portanto não cabe perdão.

Só cabe, no espaço que há entre nós, conversação...

Há momentos em que a conversa ganha um ritmo diferente, mais intenso e dolorido... nesses momentos, ela evidencia a necessidade de mudanças no rumo da prosa.

Às vezes, pra continuar conversando é preciso mudar de assunto. Noutras vezes é justamente evitar o assunto que prejudica a conversa. O grande desafio é distinguir um momento de outro.
Pra isso, a única solução
é prestar atenção em nosso interlocutor...
tentar ouvir sua dor.... para com o rumo certo da conversa,
fortalecer nosso amor.