Viver é algo que depende do conversar. E, assim como viver depende do conversar, o bem viver depende de bem-conversar. Assim também viver junto ou sozinho depende de como você preferir conversar. Por isso é que nós podemos dizer que vivemos juntos e bem. Mesmo que não desprezemos totalmente nossos monólogos solitários, preferimos uma boa companhia para nossas conversas... mesmo que a gente se desentenda de vez em quando. Mas, afinal, alguém já disse que o mal-entendido é constitutivo da conversa (Cf. Pinto, 1998:). Ao contrário do que se possa pensar: a gente se desentende, e é por isso que a gente conversa. Só consegue evitar que os outros lhe entendam mal quem fica o tempo todo falando sozinho (o mal é que isso não garante que se evite desentendimentos consigo mesmo).
Para bem conversar, assim como para bem viver, não existem cartilhas nem citações... não existem receitas... quando muito existe um ou outro “bolo” (como metáfora para confusão); mas nunca existe receita (como metáfora para resolução). A conversa mostra que é separando que se consegue a fusão. Mas, pra quem já se convenceu que a realidade é só linguagem em ação, sem receita ou com fusão, o melhor é colocar nossa língua em ação, em todos os sentidos, com qualquer mal-entendido de segunda intenção.
Uma conversa é um tecido longo, cheio de voltas e babados... tingido, cinza ou estampado. É um rolo de sentidos que pode ser desenrolado... linhas em rede, um descanso como se fosse uma trama deliciosa, como as fibras do açúcar com que se faz algodão doce. Pode ser, por outro lado, um pegajoso enleio de chiclete velho, esquecido e grudado por descuido na sola do nosso calçado.
É... a conversa tem dessas coisas: pode ser deliciosa (às vezes) e pode ser desgastante (às vezes), mas ela garante que cada uma das partes estejam (sempre) em contato com a outra. E como nós não nos entendemos (cada um consigo) muito bem, preferimos procurar nos entender (cada um com o outro) melhor para que possamos nos entender (para que cada um consigo e com o outro consigamos com ambos). Conversamos para que a vida, essa conversa infinita, possa fluir e ser entendida da melhor maneira possível, linhas fios e ramas, redes enredos, tecidos, tramas... todas interligadas a nós por meio (ou pela ponta) de dois nós: Tu e Eu e Tu e Eu...
Uma conversa é um tecido longo, cheio de voltas e babados... tingido, cinza ou estampado. É um rolo de sentidos que pode ser desenrolado... linhas em rede, um descanso como se fosse uma trama deliciosa, como as fibras do açúcar com que se faz algodão doce. Pode ser, por outro lado, um pegajoso enleio de chiclete velho, esquecido e grudado por descuido na sola do nosso calçado.
É... a conversa tem dessas coisas: pode ser deliciosa (às vezes) e pode ser desgastante (às vezes), mas ela garante que cada uma das partes estejam (sempre) em contato com a outra. E como nós não nos entendemos (cada um consigo) muito bem, preferimos procurar nos entender (cada um com o outro) melhor para que possamos nos entender (para que cada um consigo e com o outro consigamos com ambos). Conversamos para que a vida, essa conversa infinita, possa fluir e ser entendida da melhor maneira possível, linhas fios e ramas, redes enredos, tecidos, tramas... todas interligadas a nós por meio (ou pela ponta) de dois nós: Tu e Eu e Tu e Eu...